quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Quem sabe...

  Por dias e horas me peguei tentando receber a nítida imagem de quem sabia, quem sabe...
   Muitas vezes parei e pensei se ao acaso sabias por quantas vezes eu deixei de respirar pra saber dos batimentos do seu coração? Ele estava mudo, e eu estava lá.
  Críticas e devaneios e muitas vezes só o que tínhamos, correção, só o que eu tinha era esse amor devorador, de uma pessoa que ainda acredita que amores grandes servem para dois; nobre engano de quem amou como se contasse no conta gotas a hora devida de chegar ao fim.
  Chega o fim, e o meu coração parece emudecer, minhas palavras parecem gritar, e mais uma canção... mais um pouco desse respirar cansado, de um coração apertado de um ser que não somos mais. A sensação de pedir desculpas, o não sei o que pra que? 
  Sabes talvez uma parte de mim te ame com tanta força que não te anulo, mas a maior certeza que existe é que nos anulamos ao longo do tempo e que mesmo que toda a saudade se faça presente o que me resta e dizer adeus meu grande amor.

sábado, 19 de novembro de 2011

Pássaros.

  Passarinhos alcançando o ápice da sintonia, essa busca do silenciador do tempo que nos abrange de forma agradável.

  Quando criar o acordar, me informe o momento correto em que iremos voar, antes mesmo que estejamos indo em sentidos opostos...

  De forma alguma me sentirei perfeitamente completa, mas como posso querer viver e voar ao longe, sem minhas asas? 
  Sei que deveria avisar mas penso que quando realmente completamos o percurso, nem precisamos anunciar aquele que é nosso método, apenas necessito dos olhos, do mais singelo olhar...
  Quando busquei em você esse minuto sublime de fuga, senti que não precisaria de muito almejar, mas agora vendo que sua sombra se distancia o quanto mais alto vamos, só posso, nem devo, mas o que ocorre tão e simplesmente... eis que os sentidos se perdem.
  Nosso recomeço, novas asas, novos ventos, outros outonos.

Mais uma tarde...

  E tão de repente o Sol desce e muita coisa deveria ter sido dita mas mais um dia se foi...

  Brinquei quando afirmei que amaria eternamente na pura inocência de quem nem sabe ainda o que é amar, mas sabe que o desejo não carece de exatidão para se fazer maior.
  Todas as vezes em que olharmos juntos por um espelho lembraremos de tudo o que fora afirmado, do quanto o engano é preciso para criar o desengano e de que sempre que um conseguir enxergar ao menos a face do outro nada mais se tornará necessário, apenas e tão e somente o bailar dos olhos...
  Como te disse inúmeras vezes errei no desejo de encontrar você, hoje te tenho mas continuo errando para que cada segundo seja tão válido como o nosso encontro, reencontro.